Expedicionários da Saúde

O sertanista Sydney Possuelo escreveu: “os Expedicionários da Saúde reacendem a esperança, a doce e bendita esperança de que nem tudo está perdido, e ganham muito mais do que um registro histórico das expedições, o merecido reconhecimento ou visibilidade. Eles ganham na beleza de cada fotografia, olhares de gratidão despercebidos na correria dos atendimentos”. Foi essa delicada relação entre doutores da cidade e pacientes da floresta, que motivou André a acompanhar as viagens dos profissionais da organização brasileira aos lugares mais remotos do país desde 2007.

Respeitando a floresta e as tradições dos pacientes e seus familiares, médicos, enfermeiros, voluntários e agentes logísticos da ONG Expedicionários da Saúde (EDS), vão Brasil a dentro com uma bandeira: prestar atendimento médico, principalmente cirúrgico, para a população indígena.

Esse trabalho evita o trauma e o alto custo dos longos deslocamentos dos índios e de suas famílias até os centros urbanos. Desde o início de sua atuação em 2003, mais de 140 mil indígenas de 58 diferentes etnias já passaram pelos cuidados dos EDS.

As palavras e sabedoria de Sydney foram escolhidas para o prefácio do livro Expedicionários da Saúde (2013), resultado de oito expedições ao lado da organização, incluindo a primeira viagem internacional feita para o Haiti, após o forte terremoto que o país enfrentou em 2010.